A Importância Psicológica da Leitura e da Escrita

A Importância Psicológica da Leitura e da Escrita

 

 

Sabemos hoje que a leitura e a escrita são das aprendizagens mais importantes e completas para o Ser Humano. Além da óbvia aprendizagem de uma forma completa e aprofundada de comunicar, a leitura e a escrita permitem-nos desenvolver a motricidade fina superior, a percepção visual-espacial, a criatividade, a atenção focada, a memória, o raciocínio lógico, entre outras componentes psicológicas.

Ler é das poucas aprendizagens que não podem ser esquecidas. Isto acontece pois o cérebro lê de forma involuntária, como se fosse obrigado a ler o que lhe aparece à frente, estando, assim, sempre activo para ler.

Já a escrita deve ser trabalhada, incentivada e treinada. Os vários tipos de letra indicam, muitas vezes, a postura de cada um face à tarefa. Um tipo de letra mais desleixado e atabalhoado pode significar desmotivação ou desinteresse, enquanto um tipo de letra mais cuidado, mais fácil de ler, apontará para uma tarefa que está a ser realizada com atenção e afinco.

Das mais importantes componentes da leitura é a aquisição de informação. Por um lado, a aquisição de palavras que permite um pensamento lógico mais presente em nós pela possibilidade de utilização de mais palavras para diferentes situações. Por outro lado, o conteúdo da leitura que passa a fazer parte do nosso imaginário.

Ler é o processo de aquisição da informação que é lida, seja qual for a fonte, desde jornais e revistas, de mensagens a livros. Por ser uma fonte por excelência de actividade cerebral, é importante que a leitura e a escrita sejam incentivadas e mantidas como actividades de lazer ao longo da vida.

Nas crianças, é importante que exista uma adequação da leitura à sua idade e ponto de desenvolvimento no sentido de não criar sensações de desmotivação ou incapacidade para a tarefa. Existem diversos livros adequados a todas as idades e a diversas fases de desenvolvimento com muitas temáticas diferentes que devem servir o propósito de introduzir a criança à leitura. Verá, com o tempo, que o seu desenvolvimento verbal e de raciocínio serão positivamente afectados com esta prática.

Para isto é preciso, também, que a criança tenha bons exemplos de leitura e, aqui, chegamos aos adultos. Um adulto deve perceber o seu ritmo de leitura para não se desmotivar, não devendo ler menos de um livro por ano. Deve perceber que géneros gosta de ler, quais os motiva, quais as alturas em que mais gosta de ler e, depois, começar a usar esse tempo como seu, como se utilizasse o mundo que está a ler para se abstrair do seu espaço-tempo.

Esta é a grande mais-valia da leitura, a estimulação da nossa criatividade. Um bom livro deve trazer-lhe a sensação de estar a viver coisas novas, de conhecer pessoas diferentes, de ir a lugares onde nunca tinha ido e a experienciar emoções variadas ao longo da história ou a obter conhecimentos novos. Ler é uma fonte emocional que pode e deve ser utilizada como meio de enriquecimento pessoal.

Em psicoterapia, estas capacidades são potenciadas, por exemplo, nos trabalhos de casa que são dados aos pacientes. A escrita é uma forma de pensamento introspectivo que nos leva a pensar sobre nós, muitas vezes, de forma mais automática, onde surgem informações que, muitas vezes, aparecem apenas pelo fio da memória enquanto escrevemos. Nos exercícios mais experienciais, como as cartas ou os diários, a leitura deve ser feita pelo próprio em consulta, aumentando a consciência do que escreveu e potenciando as emoções associadas à experiência da situação, traduzida na leitura.

Por todas estas razões, ler e escrever é muito importante para todos, em todas as idades e deve ser visto como um hábito muito saudável de pensarmos sobre nós, sobre os outros, sobre o mundo, sobre o que nos rodeia e, assim, desenvolver a nossa melhor capacidade de adaptação.

 

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