A sessão

A sessão

 

 

Há tanto que é dito, sem se ouvir a voz,
Há gestos tão cheios que escapam ao braço,
Às vezes a tempo, outras fora de compasso,
É vida contida, é vida feroz.
Há raivas que acalmam e alegrias tão tristes
Coragem nos medos, de alma em riste
Há vida e há morte, há dor e prazer,
Solidão e pertença, vontade de ser.

Para lá de silêncios e enxurradas,
Veneno nas veias, a língua que cala,
Memória perdida, o futuro já gasto,
Alcanço o sentido e liberto o nefasto.
A pele que estranho, a cicatriz que cede,
Encontrar o olhar que nada me pede.
És presença sentida, que não ocupa espaço,
Para que eu seja dono do que sinto e faço.

 

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