A honra de se ser psicólogo

A honra de se ser psicólogo

 

 

Ser Psicólogo é uma profissão muito especial.

Cada paciente que recebemos é uma pessoa completamente diferente. Cada uma tem a sua história, a sua experiência de vida, a sua forma de se ver a si e ao mundo. É uma honra, enquanto psicólogo, poder ter acesso a estas histórias, tão pessoais, tão únicas, provenientes de alguém que a dado momento percebeu, da sua coragem, que precisava da ajuda de alguém.

Ser psicólogo é saber respeitar este caminho que é a história individual de cada um até ao momento em que a pessoa chega ao consultório. Aqui, o psicólogo, se o quer ser em bom, tem de perceber o seu trabalho como uma honra e o resultado tem de ser a compreensão e empatia que farão o processo psicoterapêutico caminhar num melhor caminho para aquele paciente. Fazer parte deste caminho é uma oportunidade de conhecer profundamente alguém, de estarmos focados nas necessidades daquela pessoa e, com o nosso melhor, a ajudarmos a sentir-se melhor.

Quando alguém recorre a nós para iniciar o seu processo de mudança, o seu processo psicoterapêutico, expõe-se e despe-se das suas defesas que condicionavam e guardavam o dito sofrimento. Para isto, é necessário um ambiente de segurança e de bem-estar envolvente que promova no paciente a capacidade de confiar em nós. Com mais ou menos esforço, por mais ou menos tempo, isto ocorre e a nossa responsabilidade aumenta exponencialmente. Só esta noção nos permite estar ali, naquele momento, com a pessoa, focado no seu bem-estar, sem pensar em mais nada.

O que leva alguém a recorrer a um serviço de psicologia clínica é, à partida, o seu sofrimento. Sofrimento esse que pode advir de uma escolha mal pensada, de um acontecimento inesperado, de uma situação não controlada, mas que é interpretada pela pessoa como sendo fonte de dor e mal-estar. Tão intenso, que não consegue lidar com ele sozinha. Tem de ser uma honra que alguém queira partilhar da sua dor connosco, pedindo que a ajudemos.

Esta é a razão principal para se ser psicólogo. Foi por isto que segui este caminho profissional, muito desgastante, muito cansativo e exigente, mas fantástico! É por isto, também, que não acredito que apenas uma linha de orientação teórica seja suficiente para explicar o ser humano e o seu funcionamento. É preciso um vasto conhecimento sobre psicologia clínica e psicoterapia para podermos fazer um bom trabalho. No entanto, continuarei a insistir que a noção da responsabilidade e honra que é ter cada pessoa à nossa frente, num processo psicoterapêutico connosco, é a ferramenta principal para o sucesso terapêutico.

 

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